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O Inconsciente

A bruxa penetrada bem distante na noite
Distante no passado, se desenrolam às escuras
As filhas do desejo que dançam, a feiticeira,
O fantasma, o goblin nebuloso de fortes pisadas,
As formas disformes dos começos e aspirações
Falsos do homem.

Agora revivendo a pedra ereta
Magicamente transformado em Pã, um osso
Cortando as bestas para ver a crueldade correr
Em chamas de sangue, ódio flamejante,
Agora o demônio assombrado, torcendo, girando,
Esmagadando-se, tropeçando
E correndo na noite mais escura.
A lua brilha em luz mágica e terrível
Ao longo de seus sonhos, uma dor de medo.
Onde, ó aonde é que tudo isso leva?

Estupefato com os fantasmas do inconsciente,
Rostos terríveis encarando, ele espera em terror
Pelos fantasmas do escuro, a razão
Falaciosa dificilmente erguendo mais as sombras.
Correndo, reduzindo as brumas do tempo.
Isso nunca acabará? Assassinato! gritam os jornais
E ainda outro infeliz deve oscilar
Não expurgado de seus fantasmas e de seus sonhos.
E ainda esses fantasmas de seus desejos negros
São seus, de nenhum outro. Seus para enfrentar o fogo
Com uma Excalibur tirada de fora a lama!

Meral – 1975


Fonte:

Traduzido por Frater S.R.